O Lavieen vem se consolidando como um dos tratamentos mais procurados em consultórios dermatológicos no Brasil, especialmente para quem lida com manchas, melasma e sinais de envelhecimento. Mas uma pergunta frequente e muito importante é: quem pode fazer o Lavieen?
Nem todo tratamento é para todo mundo, e entender as indicações e contraindicações é fundamental para garantir segurança e bons resultados. Neste artigo, vamos detalhar quem são os melhores candidatos, quem deve ter cuidado e quem deve evitar o procedimento.
Para quem o Lavieen é indicado?
O Lavieen é um laser fracionado de Thulium (1.927 nm) projetado para atuar nas camadas mais superficiais da pele. Por isso, ele é especialmente indicado para pessoas com queixas relacionadas à epiderme e à derme superficial. Os perfis mais comuns de pacientes incluem:
Pessoas com melasma
O melasma é uma das indicações mais fortes do Lavieen. Pacientes com manchas acastanhadas ou acinzentadas no rosto, especialmente nas regiões malar (maçãs do rosto), frontal (testa), nasal e labial superior, costumam apresentar excelente resposta ao tratamento.
O laser de Thulium age diretamente na epiderme, promovendo a eliminação da melanina depositada em excesso e estimulando a renovação celular. Estudos clínicos demonstram melhora significativa no MASI score (índice padronizado para avaliação de melasma) após ciclos de tratamento com o Lavieen.
Pessoas com manchas solares (melanoses solares)
As manchas decorrentes de exposição solar crônica, comuns em áreas como rosto, mãos, colo e antebraços, respondem muito bem ao Lavieen. Muitas vezes, poucas sessões já são suficientes para clareamento significativo.
Pessoas com sinais de fotoenvelhecimento
Se a pele apresenta textura irregular, opacidade, rugas finas, perda de luminosidade e poros dilatados decorrentes do envelhecimento e da exposição solar acumulada, o Lavieen é uma ótima opção. O estímulo ao colágeno e a renovação epidérmica contribuem para uma pele mais firme, lisa e luminosa.
Pessoas com cicatrizes de acne superficiais
Cicatrizes de acne que afetam as camadas mais superficiais da pele podem ser tratadas com o Lavieen. Cicatrizes tipo boxcar superficiais e rolling scars leves tendem a apresentar melhora com o tratamento, embora cicatrizes profundas possam necessitar de abordagens complementares.
Pessoas com pele de fototipos variados (incluindo peles morenas)
Uma das grandes vantagens do Lavieen em relação a outros lasers é sua segurança em fototipos mais altos (peles morenas e pardas). Enquanto lasers ablativos como o CO2 fracionado apresentam maior risco de hiperpigmentação pós-inflamatória em peles mais escuras, o Lavieen, por atuar de forma mais superficial e controlada, pode ser utilizado com maior segurança nessa população, desde que com parâmetros adequados e acompanhamento rigoroso.
Isso é particularmente relevante no Brasil, onde grande parte da população tem fototipos III a V na escala de Fitzpatrick.
Existe limite de idade?
Não há um limite de idade rígido para o Lavieen, mas o tratamento é mais comumente indicado para adultos a partir dos 20 a 25 anos, quando as queixas dermatológicas tratáveis pelo laser começam a se manifestar.
- Pacientes jovens (20-30 anos): podem se beneficiar para tratamento de cicatrizes de acne, manchas e melhora de textura.
- Pacientes de meia-idade (30-50 anos): faixa etária mais frequente, com queixas de melasma, fotoenvelhecimento e perda de luminosidade.
- Pacientes acima de 50 anos: podem usar o Lavieen para rejuvenescimento, manchas solares e melhora da qualidade geral da pele. A capacidade regenerativa da pele pode ser um pouco mais lenta, mas os resultados ainda são significativos.
Em adolescentes, o tratamento raramente é indicado, exceto em situações específicas avaliadas pelo dermatologista.
Quem deve ter cuidado (indicações relativas)?
Alguns grupos de pacientes podem fazer o Lavieen, mas necessitam de avaliação mais criteriosa e possíveis adaptações no protocolo:
Peles muito sensíveis ou com rosácea
Pacientes com rosácea ou pele hipersensível podem apresentar maior reatividade ao laser. Nesses casos, o dermatologista pode optar por parâmetros mais conservadores e acompanhamento mais próximo.
Pacientes com histórico de herpes labial
O estímulo térmico do laser pode reativar o vírus do herpes simples (HSV) em pacientes portadores. Por isso, é comum que o dermatologista prescreva profilaxia antiviral (como aciclovir ou valaciclovir) antes e após a sessão para pacientes com histórico de herpes labial recorrente.
Pacientes em uso de isotretinoína
Historicamente, recomendava-se esperar de 6 meses a 1 ano após o término do uso de isotretinoína (Roacutan®) antes de realizar procedimentos a laser. Contudo, evidências mais recentes sugerem que para lasers não ablativos e fracionados superficiais como o Lavieen, o intervalo pode ser mais curto, a critério do dermatologista. Cada caso deve ser avaliado individualmente.
Pacientes com diabetes descontrolada
Condições que comprometem a cicatrização, como diabetes descontrolada, exigem cautela. A capacidade regenerativa da pele pode estar alterada, e o risco de complicações pós-procedimento pode ser maior.
Quem NÃO deve fazer o Lavieen (contraindicações)?
Existem situações em que o Lavieen está contraindicado ou deve ser adiado:
Gestantes e lactantes
Embora o Lavieen atue de forma localizada e superficial, gestantes e lactantes devem evitar procedimentos a laser como medida de segurança. Não existem estudos suficientes que comprovem a segurança do laser durante a gestação, e a prudência recomenda aguardar.
Infecções ativas na área a ser tratada
Pacientes com infecções bacterianas, fúngicas ou virais ativas (como herpes em atividade, impetigo ou foliculite) na região a ser tratada devem aguardar a resolução completa do quadro antes de realizar o procedimento.
Pele bronzeada ou exposta ao sol recentemente
A presença de bronzeamento ativo aumenta o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória e queimaduras. Recomenda-se que o paciente esteja sem exposição solar intensa por pelo menos 2 a 4 semanas antes do procedimento e que evite o sol de forma rigorosa após.
Doenças autoimunes da pele em atividade
Condições como lúpus eritematoso cutâneo, pênfigo, esclerodermia ou outras doenças autoimunes que afetam a pele devem ser avaliadas com extremo cuidado. Em muitos casos, o laser é contraindicado durante as fases ativas dessas doenças.
Uso de medicações fotossensibilizantes
Alguns medicamentos aumentam a sensibilidade da pele à luz e ao calor. O dermatologista deve ser informado sobre todas as medicações em uso para avaliar possíveis interações.
Queloide ou cicatrização anômala
Pacientes com tendência a formar queloides devem ser avaliados com cuidado, pois o estímulo térmico do laser pode, em teoria, desencadear a formação de cicatrizes hipertróficas em indivíduos predispostos.
Homens podem fazer o Lavieen?
Sim, absolutamente. Embora o melasma seja mais prevalente em mulheres, homens também podem ser afetados pela condição, além de outras queixas como manchas solares, fotoenvelhecimento e poros dilatados. O Lavieen é indicado independentemente do sexo.
A única consideração prática é que homens com barba densa na área a ser tratada podem precisar de cuidados especiais na preparação e no pós-procedimento.
Posso fazer Lavieen no corpo?
Sim, o Lavieen não é exclusivo para o rosto. Ele pode ser aplicado em diversas áreas corporais, incluindo:
- Colo (decote): região muito afetada pelo fotoenvelhecimento
- Mãos: manchas solares nas mãos são muito comuns
- Pescoço: região que envelhece precocemente
- Antebraços e braços: para manchas solares
- Costas: em áreas com manchas ou cicatrizes
A profundidade de atuação e os parâmetros podem variar de acordo com a espessura da pele de cada região.
A importância da avaliação profissional
Independentemente do perfil, a decisão de fazer o Lavieen deve sempre partir de uma avaliação médica individualizada. O dermatologista irá:
- Examinar a pele com luz de Wood, dermatoscopia e/ou fotografia padronizada
- Avaliar o fototipo, a condição a ser tratada e a profundidade do problema
- Investigar histórico médico, medicações em uso e contraindicações
- Definir os parâmetros ideais do laser para aquele paciente específico
- Estabelecer um plano de tratamento com número de sessões e intervalo entre elas
Essa avaliação personalizada é o que diferencia um tratamento seguro e eficaz de um procedimento mal indicado.
Conclusão
O Lavieen é um tratamento versátil, indicado para uma ampla gama de pacientes, de pessoas com melasma e manchas solares a quem busca rejuvenescimento e melhora da textura da pele. Ele pode ser utilizado em diversos fototipos, incluindo peles morenas, o que é uma grande vantagem no cenário brasileiro.
Porém, como todo procedimento médico, ele tem contraindicações e situações que exigem cautela. A avaliação por um dermatologista qualificado é o passo mais importante para garantir que o tratamento seja seguro, personalizado e eficaz para o seu caso.












